Antonelli chega a Singapura com 84 pontos de folga, e o rival mora na mesma garagem
Líder da F1 com 320 pontos, o italiano da Mercedes vê o companheiro George Russell largar punido após abandono na Malásia, onde Verstappen venceu pela primeira vez em 2026.
Em 30 segundos
- Kimi Antonelli, da Mercedes, lidera a F1 com 320 pontos, 84 à frente do companheiro George Russell.
- Russell abandonou na Malásia e larga pelo menos dez posições atrás em Singapura por troca de componentes.
- Max Verstappen venceu na Malásia sua primeira corrida em 2026.

Kimi Antonelli tem 20 anos e uma vantagem de 84 pontos. O piloto da Mercedes chega ao Grande Prêmio de Singapura, 17ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, como líder isolado do campeonato. A corrida é no domingo, 11 de outubro.
O dado curioso é quem vem atrás. O vice-líder é o companheiro de equipe.
A tabela antes de Marina Bay
Segundo a prévia da própria F1 e do Auto India Daily, a classificação de pilotos está assim:
- Kimi Antonelli (Mercedes): 320 pontos
- George Russell (Mercedes): 236
- Lewis Hamilton (Ferrari): 214
- Charles Leclerc (Ferrari): 191
- Lando Norris (McLaren) e Max Verstappen (Red Bull): 188
Entre os construtores, a Mercedes soma 556 pontos, contra 405 da Ferrari e 316 da McLaren.
Malásia mudou tudo
A diferença cresceu na etapa anterior, na Malásia. Russell abandonou. Antonelli terminou em segundo. E Max Verstappen, que passou o ano longe do topo do pódio, venceu pela primeira vez em 2026.
O abandono custou caro a Russell duas vezes. Além dos pontos perdidos, a troca de componentes da unidade de potência gerou uma punição: ele larga pelo menos dez posições atrás em Singapura, pista onde venceu no ano passado. O próprio britânico admitiu que suas chances de título "talvez tenham acabado", nas palavras reproduzidas pela F1.

O recado de Verstappen
A vitória de Verstappen na Malásia, a primeira dele no ano, também diz alguma coisa. O tetracampeão está empatado com Norris em quinto, a 132 pontos do líder. Não briga mais pelo título, mas pode virar o fiel da balança: cada corrida que ele vence é uma corrida em que a Mercedes não soma o máximo, e isso pesa mais para Russell, que precisa tirar diferença, do que para Antonelli.
Singapura, edição sprint
Este é o primeiro fim de semana de Singapura no formato sprint e o último sprint da temporada. Ou seja: mais pontos em jogo de uma vez só. A pista tem 4,927 km, 19 curvas e 62 voltas na corrida principal. A Pirelli levou os compostos mais macios da gama: C3, C4 e C5.
E existe o fator caos. Nas últimas seis corridas em Marina Bay, a probabilidade de safety car foi de 67%, segundo a F1. Calor, umidade e muros próximos fazem de Singapura um dos lugares onde liderança grande pode encolher num domingo.
E o Brasil?
Gabriel Bortoleto segue na Audi, que ficou fora dos pontos na Malásia mesmo com atualizações recentes no carro. A equipe alemã vive o primeiro ano como fábrica própria, e a curva de aprendizado ainda aparece no resultado.
Opinião
O problema de ter dois protagonistas
Toda equipe sonha com dois pilotos rápidos. Poucas sabem administrar isso. A Mercedes já viveu Hamilton contra Rosberg e conhece o preço: clima pesado na garagem, estratégia sob suspeita, torcida dividida.
Em 2026 o cenário é mais tranquilo, porque a diferença é grande. Mas é justamente aí que mora o detalhe de gestão de marca. Antonelli virou o rosto da nova Mercedes, o jovem italiano que herdou a vaga de Hamilton e entregou. Russell é o veterano que esperou a vez e agora vê o garoto passar. A narrativa vende. Só não pode virar guerra interna.
Se Antonelli fechar o campeonato, a Mercedes ganha mais que um título. Ganha um ídolo de 20 anos para a próxima década. Na F1 de hoje, em que série de streaming e redes sociais pesam tanto quanto o cronômetro, isso vale ouro.
A pergunta que fica para domingo: com Russell largando lá atrás e safety car quase certo, Antonelli arrisca ou administra?



